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Empreendedora diz que precisamos de menos tecnologia e mais competências humanas

A tecnologia pode ser altamente eficiente, mas isso quando se consegue prever exatamente o que irá precisar, principalmente em uma momento inesperado. Essa capacidade de lidar com o inesperado tem se tornado uma questão fundamental, porque o inesperado está se tornando a norma.

Negócios
4 meses atrás
Empreendedora diz que precisamos de menos tecnologia e mais competências humanas

E é por isso que agora precisa-se de uma uma gestão que trabalhe com o “caso aconteça algo”, para se estar preparado e superar eventos que certamente ocorrerão, mas que serão permanecidos em particular, sem que haja equívoco.

Tecnologia x Conhecimentos e habilidades humanas

Nos últimos 20 anos, grande parte do mundo passou de complicada a complexa, o que significa que ainda podem existir padrões, mas que não se repetem regularmente.

Acontece que, até podemos saber que a mudança climática é real, mas não se pode prever precisamente onde surgirão incêndios florestais. É por isso que as empresas são surpreendidas quando canudos plásticos, sacolas e garrafas de água passam de produtos básicos a rejeitos da noite para o dia. Isso significa que mudanças muito pequenas podem causar um impacto desproporcional, e que a competência nem sempre é suficiente, porque o sistema continua mudando muito rápido.

Quanto mais confiarmos na tecnologia para nos tornar eficientes, menos competências teremos para enfrentar o inesperado
Quanto mais confiarmos na tecnologia para nos tornar eficientes, menos competências teremos para enfrentar o inesperado

“Em um ambiente que desafia tanto as previsões, a eficiência não apenas nos ajuda, mas também enfraquece e corrói nossa capacidade de adaptação e reação.” Disse a experiente escritora e empreendedora Margaret Heffernan, em uma palestra TED realizado em julho de 2019.

Tá certo que não podemos planejar, mas podemos nos preparar. Um exemplo disso é a CEPI (Coalition for Epidemic Preparedness) que sabe que haverá mais epidemias no futuro, só não sabem onde, quando ou quais, e por isso já está desenvolvendo múltiplas vacinas para múltiplas doenças, sabendo que não podem prever quais vacinas irão funcionar ou quais doenças irão surgir. Algumas dessas vacinas nunca serão usadas. Isso é ineficiente, mas é algo sólido, porque oferece mais opções, e significa que não dependem de uma única solução tecnológica.

É claro que nem todas as experiências vão funcionar. Mas as experiências com falhas podem parecer ineficientes, só que são geralmente a única maneira de descobrir como funciona o mundo real, só tentando.

Na palestra a empreendedora Margaret conta a história de como um time de rúgbi conseguiu se estabelecer com mais competência. “Na Inglaterra, um dos principais times de rúgbi, o Saracens. O presidente e o técnico perceberam que todo o treinamento físico e o condicionamento orientado por dados que eles fazem tornaram-se genéricos. Todos os times faziam exatamente a mesma coisa. Então, arriscaram uma experiência. Levaram todo o time, mesmo na temporada de jogos, para viagens de esqui e para ver projetos sociais em Chicago. Era caro, demorado, e podia ser um pouco arriscado colocar um monte de jogadores de rúgbi em uma pista de esqui. Mas descobriram que os jogadores voltaram com laços renovados de lealdade e solidariedade. E agora, quando estão em campo sob pressão incrível, manifestam o que o técnico chama de “estabilidade”: uma dedicação inabalável e firme uns aos outros. Os adversários estão admirados com isso, mas ainda são escravos demais da eficiência para tentar.” Contou Margaret.

Então o que Margaret quer que aprendemos é que se deve trabalhar mais a prontidão, formação de alianças, imaginação, experiências e coragem. Essas competências são fontes enormes de resiliência e força. Às vezes não são eficientes, mas nos dão capacidade ilimitada de adaptação, variação e invenção. Ou seja, quanto menos sabemos do futuro, mais precisaremos dessas fontes extraordinárias de competências humanas, confusas e imprevisíveis.

Precisamos de menos tecnologia e de mais competências humanas
Precisamos de menos tecnologia e de mais competências humanas

No entanto, a tecnologia têm tomado cada vez mais conta das coisas, toda vez que usamos a tecnologia para nos orientar em uma decisão ou escolha ou para interpretar o sentimento de alguém ou nos guiar em uma conversa, transferimos a uma máquina o que nós mesmos podemos fazer, o que é dispendioso. Quanto mais deixamos as máquinas agirem por nós, menos conseguimos agir por nós mesmos.

Isso quer dizer que, quanto mais tempo os médicos passam analisando registros médicos digitais, menos tempo passam examinando seus pacientes. Quanto mais usamos aplicativos para pais, menos se conhece os filhos. Quanto mais tempo passamos com pessoas que somos programados a gostar, menos contato temos com pessoas diferentes de nós. E, quanto menos compaixão precisamos, menos compaixão nós temos.

Por fim, a empreendedora Margaret Heffernan conclui que: “Temos talentos profundos de engenhosidade e exploração se os aplicarmos. Somos corajosos o bastante para inventar coisas jamais vistas. Se perdermos essas competências, ficaremos à deriva. Mas, se as aprimorarmos e desenvolvermos, poderemos criar qualquer futuro que escolhermos.”

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